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segunda-feira, 25 de maio de 2026

O Pé de Feijão

A troca desloca o valor

para fora de medida.

 

O feijão escala

e o corpo sobe atrás.

 

O céu continua.

Não abre.

 

Subir separa.

 

Lá em cima, o excesso fixa-se.

Não circula,

nem desce.

 

O ouro prende

sem precisar de peso.

 

Há uma voz

que não chama,

reivindica.

 

O corte chega

antes de haver escolha.

 

Cair não devolve.

 

Em baixo, tudo se mantém,

mas fora de medida.

 

O que sobe

não regressa:

ordena

o que deixou.

 

 

 

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