O acordo não aparece,
instala-se.
No corpo:
um curva a voz,
o outro ajusta
o ângulo.
Há sempre
gravidade;
um pesa,
o outro
antecipa a queda.
Encurta a frase,
abre espaço
antes do meneio.
Nada circula à vista,
ainda assim,
há trânsito:
um fica inteiro,
o outro
vai ficando menos.
Não é escolha,
é hábito do músculo.
Até que já não se distingue
ceder
de ser.
Um permanece.
O outro
já não mexe.
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