Há regras escritas
antes de entrares.
Dizem-te
onde ficar,
quando falar,
como existir.
O teu nome
entra primeiro.
Já lá estava.
Chamam-no.
Outra vez.
O teu nome
em voz alta.
Responde
antes de ti.
Ninguém pergunta
como chegaste.
A forma avança.
A forma decide
antes do corpo.
Mas nem tudo cabe.
Há coisas
fora da linha.
O que não disseste,
o que não coube.
Um detalhe:
uma data trocada,
um silêncio.
E o teu nome
fica com isso.
O que está certo
fica escrito.
O que é justo
não entra.
Chamam o teu nome.
Não importa.
Olham para ti
ou não.
Há um erro.
Fica à porta.
Não entra.
E segue.
(Este poema foi inspirado na frase de Eduardo Couture:
"Luta pelo direito, mas quando encontrares o direito em conflito com a
justiça, luta pela justiça.")
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