Não é sempre corpo.
Às vezes é vidro,
frio, demasiado certo.
Outras, madeira,
fibra tensa,
desvio antigo.
A falha começa
sem origem.
No vidro, estala.
No metal, vibra.
Na pedra, abre.
No tecido, prende.
Na madeira, torce.
Muda o suporte,
não muda o corte.
Os outros são marcados,
entram na ordem
e seguem.
Este não.
O que sustenta
já vem com desvio.
Há sempre um ponto
onde não encaixa.
Corrige-se,
o erro desloca-se.
Nomeia-se de outro modo.
O tempo passa por cima,
não atravessa.
E prossegue.
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