O corpo não insiste.
Encosta-se ao que ficou.
A luz continua
sobre o que já não responde.
Há um peso que não se distingue
do lugar onde esteve.
Coisas mínimas ficam:
poeira,
um objeto sem uso,
o contorno de uma presença antiga.
Nada decide o que fica.
A terra não apressa.
A cinza não conclui.
O que foi nomeado
perde nitidez
sem ponto de corte.
E em lugar sem centro
o mundo fica
sem chamar ninguém.
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