Olho
e nada coincide.
Alguém na rua
anda como se soubesse.
Eu não.
Antes, os passeios,
os passos,
o fim.
Agora, encurta
tudo.
O dia passa
sem ser chamado.
As flores à porta
já não se contam.
À noite, falta a lua.
O céu aberto
não basta.
As estrelas
em falta,
ou noutro lugar.
Fico.
Não por escolha.
Há um ponto
onde o corpo demora
a sair.
No atraso,
não no lugar.
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