Tudo o que cresce depressa
aprende, sem saber,
a língua do limite.
O calor acelera
a vida
até que o auge
se torna limiar.
Depois,
o impulso
começa a desfazer.
Há um ponto invisível
onde prosperar
já é começar a cair.
Nos lugares
estáveis,
a vida aproxima-se
da sua margem.
Qualquer desvio
reduz o possível.
A adaptação
não é fuga,
mas negociação
com o estreito.
Ajustar-se demais
é perder
a folga de existir.
Nem todo avanço sustenta,
nem todo ápice perdura.
Há um excesso
que rompe
a continuidade
em silêncio.
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