Quando algo acaba,
há sempre recusa.
A consciência
acende
no rasto do que se apaga.
O fim é empurrado
para fora do quadro.
Traça-se uma linha
onde já só há corte.
Diz-se “fica”
ao que cede.
Erguem-se contornos
em torno do vazio.
O que termina
muda de nome
o bastante
para parecer contínuo,
mas falha.
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