Inventa-se uma voz
acima do céu
para que a mão
já não trema.
O sangue torna-se necessário
quando recebe um nome antigo.
Há povos
que aprendem a olhar o próprio reflexo
como autorização.
E há ruínas
onde a morte continua
a ser dita
como promessa.
O poder raramente diz
o que deseja.
Fala em destino,
em herança,
em segurança.
Enquanto isso,
os corpos acumulam-se
na parte muda da linguagem.
O massacre começa
quando uma certeza
já não admite testemunhas.
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