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sábado, 16 de maio de 2026

Eleição

Inventa-se uma voz

acima do céu

para que a mão

já não trema.

 

O sangue torna-se necessário

quando recebe um nome antigo.

 

Há povos

que aprendem a olhar o próprio reflexo

como autorização.

 

E há ruínas

onde a morte continua

a ser dita

como promessa.

 

O poder raramente diz

o que deseja.

 

Fala em destino,

em herança,

em segurança.

 

Enquanto isso,

os corpos acumulam-se

na parte muda da linguagem.

 

O massacre começa

quando uma certeza

já não admite testemunhas.

 

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