Uma lâmina ergue-se
contra o que corrói.
Corta
sem registo.
A mão fecha.
No punho,
um escuro irregular
não de uso:
de dedos demorados.
Quem a levanta
já encontrou
o ponto onde o ferro cede.
E ainda assim,
sobe-a.
O frio
cola à pele
brilho oleoso.
Não falha a lâmina.
Falha
o sítio
onde descansou.
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