Algo reage antes de saber.
Não espera alinhamento,
nem sinal.
Um impulso abre
sem pedir lugar.
O corpo avança
num ponto
que não se protege.
Há um corte
que não anuncia dor,
mas muda de direção.
O movimento chega primeiro
do que a consciência dele.
Depois tenta-se entender,
mas já está feito.
E o que parecia estável
reorganiza-se
sem aviso.
(Poema escrito a partir de configurações astrológicas
associadas a meados de maio de 2026.)
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