Há o que se acumula
e fica disponível.
O resto
sustenta outra continuidade.
Nem toda a utilidade
resiste ao mesmo cálculo.
Há formas de sustento
que desaparecem primeiro.
O vazio começa
a aproximar-se delas.
Nem tudo o que alimenta
se deixa contar.
Certas coisas
não atravessam o inverno,
mas atrasam
a chegada.
Mais tarde,
ainda há alimento.
Mas o silêncio
já não basta.
Sem comentários:
Enviar um comentário