A casa alimenta‑se
de quem não se senta.
A cinza
aguenta tudo
num só lugar.
O baile
apaga os rostos
até restar
um
visto.
A magia
não transforma,
ajusta.
O sapato
não escolhe,
confirma.
À meia‑noite,
o corpo regressa
à forma
que sustenta a casa.
Há nomes
que só duram.
Mais tarde,
a cinza deixa
de sujar as mãos.
Encrava‑se
nos móveis.
Sem comentários:
Enviar um comentário