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segunda-feira, 25 de maio de 2026

Cinderela

A casa alimenta‑se

de quem não se senta.

 

A cinza

aguenta tudo

num só lugar.

 

O baile

apaga os rostos

até restar

um

visto.

 

A magia

não transforma,

ajusta.

 

O sapato

não escolhe,

confirma.

 

À meia‑noite,

o corpo regressa

à forma

que sustenta a casa.

 

Há nomes

que só duram.

 

Mais tarde,

a cinza deixa

de sujar as mãos.

 

Encrava‑se

nos móveis.

 

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