O mar não vê,
circula.
O corpo não sobe,
é levado.
A perna não falta,
ajusta.
A voz não se perde,
atravessa.
Não há olhos
onde começa
o movimento.
A superfície não separa,
continua.
O reflexo não devolve,
ocupa.
O “felizes para sempre” não observa,
repete‑se.
A moeda não distingue
quem troca
de quem é trocado.
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