Não desaparece,
mesmo quando o resto
é descrito como perda,
há um ponto
que não entra no cálculo.
Não se desloca
para cumprir teoria,
mantém-se.
Pequeno,
mas sem função de passagem,
não conduz a outro lugar.
Responde,
às vezes mais tarde,
às vezes sem aviso.
O corpo não esquece
o caminho até ali
e o que muda
é o que se diz sobre ele.
Durante anos,
foi empurrado
para fora do discurso,
como se tivesse de ceder
a outra forma.
Mas não cede,
permanece
fora do acordo.
E é nesse desvio
que continua.
Responde.
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