Não é a pessoa,
é um detalhe.
Uma pausa na voz,
desalinhada do pulso,
como se a frase hesitasse
antes de se cumprir.
Nada se explica aí,
mas fica.
O resto encosta-se a isso
sem saber.
Um movimento perde o centro,
um olhar insiste
no mesmo ponto
sem motivo.
Não há totalidade,
há fixação.
E tudo o que vem depois
já não é inteiro,
apenas reorganização
à volta de um mínimo
imóvel.
E mesmo quando desaparece,
continua a dirigir
o que já foi dito.
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