Não é ornamento,
é sinal.
Fica à vista
sem se dar,
verde deslocado
no tecido certo.
Não pede atenção,
mas prende o olhar.
Entre muitos,
perde-se,
e entre alguns,
acende.
Não marca,
inclina.
E nessa inclinação,
quase nula,
suspenso
entre dois olhares
que se cruzam
sem parar.
Não diz quem és,
nem quem somos.
Só deixa um gesto
repetido
como eco.
Passa despercebido
na pressa,
mas na pausa,
permanece em desvio.
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