O poder não se sustém sozinho;
aprende a falar pela boca
de quem o teme.
Não precisa de força a cada passo;
basta que alguém repita a ordem,
corrija o desvio,
e explique que não há escolha.
O opressor cresce
quando é citado,
defendido,
justificado em nome do real.
Há quem chame prudência,
maturidade,
sobrevivência,
e assim a força deixa de vir de cima
e passa a circular.
O dia mais seguro para o poder
não é o da repressão,
é o dia em que os oprimidos
passam a fazer o trabalho
uns dos outros.
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