Há momentos
em que o céu envia
um choque às torres
onde os homens pensam
governar o tempo.
Então o chão começa
a mover-se
sob os pés daquele
que aprendeu a viver
no centro da multidão.
O fogo que o elevou
ergue-se agora contra ele,
como um espelho
de chama.
As muralhas do ouro
e das promessas
tornam-se bruma,
e o vento atravessa
cofres, bandeiras
e palavras antigas.
Não é o ódio que derruba
os tronos,
mas o instante
em que o mundo decide
mudar de pele.
E nesse momento
até os homens feitos de palco
e relâmpago
descobrem que o trovão
não pertence a ninguém.
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