O ar arde,
o mundo treme
nas suas próprias certezas.
Ventos de mudança atravessam cidades
e campos,
erguendo medo,
coragem,
impulsos repentinos.
Movem-se mãos invisíveis,
vozes que pressionam,
que confrontam,
estruturas vacilam,
pontes se abrem,
pontes se fecham.
No meio da fúria,
uma vida teima em crescer,
intacta,
selvagem,
pronta para respirar
de novo.
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