Não é grito,
é afastamento;
é não querer ser o que se é,
nem poder deixar de ser.
O desespero não cai;
fecha-se,
constrói-se
numa casa sem janelas
para não ver possibilidades.
Não dói por excesso,
mas por falta:
a falta de relação consigo.
Quem desespera ainda vive,
mas fora de si,
à espera de um regresso
que não sabe pedir.
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