Não vemos o mundo,
tocamo-lo com histórias antigas
presas aos olhos.
O cérebro não mente;
protege.
Costura sentido
onde a ferida ainda sangra.
Há dores que nascem
do que se foi,
outras do que se é,
e confundir-nos
também dói.
Mudar o olhar
não apaga o impacto.
Há muros
que não são metáfora,
e quedas que não dependem da luz.
Interpretar é humano,
negar o chão, não.
A lucidez começa
quando a percepção aprende
a escutar o que resiste
a ser explicado.
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