O que não se diz
é decidido.
A tensão não é erro,
é método;
distribui-se o medo,
mede-se a resistência
e regista-se
quem cede primeiro.
Chama-se estabilidade
ao controlo da dor,
e normalização
à compressão do humano.
Quando o corpo falha,
não é vítima:
é estatística.
Quando a mente quebra,
não é trauma:
é custo operacional.
A descarga não é exceção,
é mecanismo.
Alguém tem de rebentar
para que o sistema
permaneça funcional.
E quem chama a isto
poesia
não procura cura:
recusa ser cúmplice;
carregar sozinho
a culpa
de um dano
deliberado.
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