Ninguém nasce rasteiro,
antes aprende quando aceita o medo
como ordem,
a mentira como abrigo,
ou o conforto como desculpa.
A queda não vem de fora;
é uma decisão íntima,
ceder a si mesmo
o direito de não responder.
Quando o Homem abdica,
não é ferido,
torna-se coisa,
e coisas servem,
contam,
pisam-se.
Não há injustiça no passo
que oprime
aquele que já se deitou no chão.
A dignidade não é prémio,
mas exigência,
e começa no momento
em que alguém decide
não se reduzir
para caber no sistema.
Sem comentários:
Enviar um comentário
Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.