A poesia não pede troca;
passa por mim
como vento que sabe o caminho
e deixa-me no corpo
mais do que levou.
Dou-lhe acolhimento,
tempo aberto,
um lugar onde pousar.
Ela devolve sentido
onde não havia forma,
e sustenta-me
quando não sei sustentar nada.
Não é minha;
atravessa-me.
E isso basta
para eu ficar;
pão sem nome.
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