Um novo ciclo levanta-se
sobre brasas antigas.
Não será tempo de repouso.
Os alicerces do mundo
serão provados pelo fogo,
e muitas certezas
mostrarão ser apenas poeira
erguida pelo hábito dos homens.
Erguer-se-ão vozes,
punhos
e sonhos de domínio.
Alguns chamarão a isso ordem,
outros chamarão destino.
Mas o tempo,
que não pertence a reis nem a impérios,
avançará silencioso,
desfazendo máscaras
e pedindo verdade.
Haverá inquietação nas cidades:
decisões à pressa,
caminhos abertos
onde antes havia muralhas.
Porque todo início verdadeiro
exige ruptura.
E todo renascimento
passa primeiro pela prova.
Assim fala o tempo:
não temais o estremecer do mundo.
Temei apenas
que o coração humano
não aprenda nada
quando o destino bate à porta.
(Poema inspirado no mapa simbólico levantado para
Greenwich, referente ao início do novo ano astrológico, dia 20 de março às
14h46, quando o Sol atinge o ponto vernal.)
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