Chamaram-lhe impossível
até ao momento exato
em que aconteceu.
Não faltou aviso,
faltou atenção.
A confiança ocupou
o lugar dos botes,
e a técnica passou
a acreditar
que o mundo devia obedecer.
Quando o choque veio,
não foi surpresa,
foi sacrifício.
O erro não foi o gelo,
mas pensar que os limites
eram falta de imaginação.
Este poema foi inspirado em Futility, or the Wreck of
the Titan (1898), de Morgan Robertson, uma reflexão precoce sobre a confiança
excessiva na técnica e a recusa em reconhecer limites. Aqui, o desastre não
surge como acaso, mas como consequência de escolhas normalizadas.)
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