Não começa no fogo,
mas na compressão das margens.
No ar que falha
antes de partir.
Algo cede.
Há um ponto
em que recuar
deixa de existir.
E então surge um gesto
irreversível.
O resto segue
sem direção,
nem medida.
No fim,
não há vitória,
apenas o que restou
por destruir.
(Poema inspirado num período de intensificação e ruptura, marcado por uma
forte concentração simbólica de energia em Carneiro (09/20 Abril). A presença
acentuada de Marte reforça essa dinâmica, sugerindo contextos em que a ação
precede a reflexão e a tensão tende a escalar.)
Sem comentários:
Enviar um comentário