Não escolhe de novo,
não porque não possa,
mas porque o mundo perdeu o centro.
Quando um cai,
o outro fica inteiro por fora
e desfeito por dentro.
Não é drama.
É eixo partido.
O bico ainda conhece o céu,
as asas lembram o ar,
mas a fome já não sabe pedir.
Ama assim,
até ao limite do corpo.
Nós aprendemos outra coisa:
a levar o vínculo para dentro,
e dobramo-lo em linguagem,
em presença,
no silêncio que sustém.
O calau ensina a fidelidade.
A poesia ensina a ficar.
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