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sexta-feira, 27 de março de 2026

Quando Cede

Não começa com o fogo,

mas no aperto das margens,

no ar que falha,

no silêncio

que já não é vazio.

 

Algo cede

antes de partir;

há um ponto

em que recuar

deixa de existir.

 

E então,

um gesto:

breve,

irreversível.

 

O resto segue

como o que arde:

sem direção,

nem medida.

 

No fim,

não há vitória;

só o que ficou

por destruir.

 

 

(Poema inspirado num período de intensificação e ruptura, marcado por uma forte concentração simbólica de energia em Carneiro (09/20 Abril). A presença acentuada de Marte reforça essa dinâmica, sugerindo contextos em que a ação precede a reflexão e a tensão tende a escalar.)

 

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