Uma porta não pergunta
de quem são as mãos
que a empurram.
A casa nem sempre sabe
de onde vem o nome que a sustenta.
Há mãos que chegam depois
e ainda assim seguram
o que não lhes pertence
como se fosse chão.
E há palavras antigas
que tentam fixar o sangue
num mapa demasiado pequeno
para caber o que muda.
No meio,
alguém fala de origem
como se fosse destino.
Mas a origem é móvel,
como tudo o que respira.
E há vínculos
que não pedem prova,
nem raiz,
nem assinatura.
Só presença.
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