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terça-feira, 7 de abril de 2026

Labirinto de Verdades

Todos dizem que sabem,

mas quem mediu a distância

entre notícia e facto?

 

O mundo oferece imagens rápidas,

títulos que gritam mais alto

do que perguntas.

E tu sentas-te, atento,

tentando separar o sal do mar.

Mas será que o sal

já não vem misturado com areia?

 

Vês líderes a falar,

promessas suspensas no ar,

decisões que atravessam continentes

e rastos de sofrimento invisível.

Alguém decidiu,

ou apenas seguimos cegos?

 

Cada informação

é um espelho quebrado:

o reflexo parece certo,

mas será inteiro?

Se concordas, estás a pensar

ou apenas a repetir?

Se discordas, estás a questionar

ou apenas a defender uma crença?

 

O silêncio que te oferecem,

a repetição constante,

a fadiga moral:

são armadilhas

ou são tuas escolhas?

 

Não há resposta fácil,

nem conclusão segura.

Há apenas a consciência que insiste:

observar, interrogar, duvidar

antes de aceitar,

de obedecer,

de permitir que a mente

se torne dócil.

 

No fim,

o mundo continuará ruído;

mas a tua capacidade de pensar

permanece,

a última liberdade

que ninguém te pode conceder

nem retirar.

 

 

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