Ele senta-se antes de chegar,
em silêncio,
como se já tivesse estado ali.
Encosta-se ao dia
e mede-lhe os movimentos
antes de existirem.
Há uma luz que se adianta
e torna tudo mais nítido
do que o instante consegue acompanhar.
O presente fica um pouco atrás,
sem protesto,
apenas fora de alcance.
E as mãos fazem coisas
que ainda não foram pedidas
pelo momento.
No meio,
algo respira devagar
e esquece-se de si
por instantes repetidos.
Não é o amanhã que cansa,
mas a sua presença antecipada.
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