Não é o brilho,
mas o modo como o susténs.
Há quem erga luz
como quem tapa uma fenda,
e quem a deixe cair
sem urgência de provar.
O excesso denuncia-se
não pelo ouro,
mas pelo gesto repetido
de o mostrar.
Vi mãos cheias
a falar baixo,
e outras vazias
a bater no peito,
como se fosse preciso
convencer o ar.
Talvez a medida
não esteja no que se vê,
mas no intervalo
entre mostrar
e precisar que vejam.
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