O amor escolhe
e diz: fica,
mas teme
o que não controla.
O ódio não escolhe,
espalha-se
e encontra sempre
um rosto para negar.
Um aproxima
e prende;
o outro une
e corrói.
Ambos pedem
um centro
que raramente existe.
Só o riso interrompe,
cria distância,
desarma o impulso.
E, por um instante,
nem amar
nem odiar
é necessário.
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