O mundo confia e se quebra.
Entre mãos que se estendem
e abraços que não chegam,
habita o medo antigo:
quem entrega, sente o risco;
quem recebe, sente a liberdade.
A traição não é só ato.
É sombra que atravessa a alma,
marca o coração que se abre,
divide o que era inteiro.
Todos conhecem a perda
e sentem o vazio de laços
que se desfazem.
E ainda assim, a esperança persiste:
o olhar que se oferece,
a mão que se estende,
mesmo sabendo que o outro pode falhar.
Há aqueles que procuram novidade,
buscam reconhecimento.
Todos humanos,
e frágeis,
tentando existir entre desejo e ética,
medo e entrega.
Confiança não é ingenuidade,
é coragem.
E mesmo quando falha,
e a dor se instala,
o coração insiste:
em cada recomeço,
há oportunidade
de aprender,
de cuidar,
e de se tornar inteiro.
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