Não pensa,
não deseja,
não julga,
e, no entanto, age:
no pulsar do coração,
na expansão das galáxias,
no fio invisível
que liga o átomo ao infinito.
Não habita o tempo;
somos nós que o habitamos.
Não é mente,
nem vontade,
mas a força que sustém o que é
e permite que sejamos.
Nada exige,
nada promete.
Manifesta-se
na lei que não escolhe,
no sopro que não decide,
na ordem que não planeia.
E nós,
breves, conscientes, finitos,
somos o instante
em que o universo
se interroga
sem querer.
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