Seguidores

terça-feira, 28 de abril de 2026

Sem Nome

O inimaginável
não ficou no passado.

Há marcas
que não sangram à vista,
mas atravessam gerações
como um rumor baixo.

Alguém viu,
calou
e aprendeu
a não olhar.

E há quem guarde
essas cinzas
como se ainda aquecessem.

Não se fecha
o que continua a arder
debaixo do nome.

Muda-se a face,
repete-se o gesto.

Há mãos
que ainda se habituam
a mandar,
e outras
a baixar os olhos.

 


Sem comentários:

Enviar um comentário

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.