O inimaginável
não ficou no passado.
Há marcas
que não sangram à vista,
mas atravessam gerações
como um rumor baixo.
Alguém viu,
calou
e aprendeu
a não olhar.
E há quem guarde
essas cinzas
como se ainda aquecessem.
Não se fecha
o que continua a arder
debaixo do nome.
Muda-se a face,
repete-se o gesto.
Há mãos
que ainda se habituam
a mandar,
e outras
a baixar os olhos.
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