Há tanta coisa a acontecer
ao mesmo tempo
e nenhuma espera
por sentido.
O impulso chega antes da forma
e atravessa o que encontra
sem parar.
Fala-se como se já fosse tarde
e o que se diz
não chega a fixar-se.
Entre o que avança
e o que resiste,
o movimento não encontra forma.
Há um momento em que tudo
quase se reúne
e falha.
Nada se estabelece por completo.
E mesmo assim,
continua.
(Poema inspirado nas configurações astrológicas de 15 a 17 de abril de
2026, em leitura mundana.)
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