Por vezes,
tudo parece encaixar.
Um movimento encontra resposta,
o oculto cede,
algo persiste
onde foi deixado.
Mas não dura.
Há desvios sem retorno,
o que é falso permanece,
e o esforço dispersa-se
sem deixar rasto.
Fica um espaço limpo,
sem regra,
sem promessa.
E ainda assim,
continuamos
a desenhar linhas no que escapa,
como se bastasse
traçá-las
para que existam.
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