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terça-feira, 7 de abril de 2026

Voz do Poeta

Não é nos livros de ordens

nem nas mãos que ditam leis

que reside a chama.

 

O divino surge

na palavra que liberta,

no verso que rompe

correntes invisíveis,

nos silêncios que ensinam

a ouvir a própria mente.

 

O poeta não impõe,

não amedronta,

não domina,

ele apenas revela,

provoca,

desperta.

 

Cada linha é um espelho,

cada metáfora, uma porta

e quem o lê respira,

e descobre-se inteiro,

livre do jugo de histórias alheias,

e das regras que moldam

o medo.

 

Mais divino

é o que nos faz ver

que somos autores

da própria vida,

e que a liberdade de pensar

é o único sagrado

que não se pode roubar.

 

 

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