Não é nos livros de ordens
nem nas mãos que ditam leis
que reside a chama.
O divino surge
na palavra que liberta,
no verso que rompe
correntes invisíveis,
nos silêncios que ensinam
a ouvir a própria mente.
O poeta não impõe,
não amedronta,
não domina,
ele apenas revela,
provoca,
desperta.
Cada linha é um espelho,
cada metáfora, uma porta
e quem o lê respira,
e descobre-se inteiro,
livre do jugo de histórias alheias,
e das regras que moldam
o medo.
Mais divino
é o que nos faz ver
que somos autores
da própria vida,
e que a liberdade de pensar
é o único sagrado
que não se pode roubar.
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