Há avanço
e travão,
e nenhum cede.
O movimento insiste
contra o limite
até se tornar tenso,
e nada cede,
apenas acumula.
Por baixo,
algo não alinhado
recusa permanecer oculto,
não pede passagem,
empurra.
A superfície mantém-se
por hábito,
mas já não suporta.
Há um instante
em que tudo parece igual
e já não é,
depois,
a palavra chega curta,
direta,
sem margem.
E o que era impulso
ganha contorno,
não há recuo,
só avanço.
(Poema inspirado nas configurações celestes de 19 e 20
de abril de 2026, em leitura mundana.)
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