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quarta-feira, 15 de abril de 2026

Ponto de Pressão

Há avanço

e travão,

e nenhum cede.

 

O movimento insiste

contra o limite

até se tornar tenso,

e nada cede,

apenas acumula.

 

Por baixo,

algo não alinhado

recusa permanecer oculto,

não pede passagem,

empurra.

 

A superfície mantém-se

por hábito,

mas já não suporta.

 

Há um instante

em que tudo parece igual

e já não é,

depois,

a palavra chega curta,

direta,

sem margem.

 

E o que era impulso

ganha contorno,

não há recuo,

só avanço.

 

 

(Poema inspirado nas configurações celestes de 19 e 20 de abril de 2026, em leitura mundana.)

 


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