Quando o palco
fica vazio,
e a última luz
se demora
sobre a madeira,
começa
o trabalho
que ninguém vê.
Fico
com a palavra
que resistiu ao silêncio.
As outras
partem
como o pó
que a porta aberta
leva consigo.
Há vozes
que passam.
Outras
ficam apenas
o tempo suficiente
para ensinar
uma respiração,
um silêncio,
um verso.
Depois
também se calam.
Volto.
Sempre volto.
Ao mesmo poema.
À mesma procura.
Não para o dizer melhor.
Mas para chegar
um pouco mais perto
da verdade.
Porque amanhã
não desejo
mais aplausos.
Desejo apenas
merecer
a voz
que ainda procuro.
Sem comentários:
Enviar um comentário