Vozes
entram depressa.
Prometem direção
a quem hesita,
clareza
a quem perdeu medida.
Falam de foco,
propósito,
resultados.
Tudo se reorganiza
em frases curtas:
consistência,
ascensão.
A dúvida
vira bloqueio,
o cansaço
falha.
E pouco a pouco
o corpo aprende
a repetir-se
como resposta,
até o vazio
falar
com firmeza.
Um gesto
no ar
antecipa o erro.
E já ninguém distingue
entre convicção
e eco.
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