Bastou dizerem
não.
E algo
ganhou peso.
Antes,
era apenas
uma coisa
entre coisas.
Depois,
passou a ocupar
o olhar.
Não pelo sabor,
mas pela fronteira.
Havia um limite,
e o corpo
aproximou-se.
Como se tocar
fosse também
existir
sem licença.
No fundo,
nem sempre se deseja
o fruto.
Às vezes
é a porta fechada
que amadurece
por dentro.
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