O poder cresce.
Primeiro ocupa um lugar,
depois os restantes.
Nada muda de uma vez;
a distância entra devagar
nas contas.
O nome continua o mesmo,
os discursos também;
só a medida já não se ajusta.
O que era limite passa
a obstáculo;
o que era aviso,
detalhe.
E chega um momento
em que a força
já não pergunta:
avança.
Não porque ignore
o que encontra,
mas porque deixou
de o considerar.
Sem comentários:
Enviar um comentário