O que vem
já desvia o corpo.
O que ficou
decide
o lugar da queda.
Nada começa nu:
o início
já traz marca.
O presente
não abre caminho
sofre passagem.
Há futuros
que puxam a frase
antes da boca.
E o passado
não recua:
trabalha
como substância
em ação.
Tudo ocorre
ao mesmo tempo
em linhas divergentes
do que se chama agora.
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