Lemos para compreender.
Aprendemos nomes, datas, ideias que atravessam
séculos.
Reconhecemos a injustiça nos livros.
Identificamos o erro à distância.
Mas nem sempre escutamos o que sofre ao lado.
O pensamento alcança continentes.
Às vezes, não atravessa a mesa.
Sabemos da fragilidade em teoria.
A proximidade pede outra aprendizagem.
Compreender não se mede pelo que sabemos dizer,
mas pelo que fazemos quando a vida real interrompe a
certeza.
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