O que cresce
raramente anuncia
a própria força.
A raiz não faz ruído
ao brotar da terra.
O corpo muda
em silêncio:
uma ideia,
uma perda,
uma consciência
desloca o escuro.
Só a queda precisa
de som.
O que se rompe
bate contra o mundo
antes de desaparecer.
Mas a transformação
mais funda
quase nunca se impõe,
endurece.
Avança
sem rosto,
sem testemunha,
até tornar irreversível
aquilo que ninguém
viu nascer.
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