No fim
de um ciclo de água,
a memória
fecha devagar.
O que antes
sustentava o nome
começa a cansar.
Há vozes
mais altas
do que o sentido.
Palavras
brilham
sem fixar chão.
A linguagem
parte-se
em passagem.
Cada frase,
um desvio,
cada resposta,
um reflexo.
O impulso
avança
sem saber de si,
como se agir
já não precisasse
de direção.
Por baixo,
o que não se vê
reorganiza-se:
redes,
fios,
ligações
sem centro visível.
Nada cai
de uma vez,
nem começa
de forma limpa.
Só um mundo
que fala mais alto,
mas segura menos.
(Poema inspirado no simbolismo astrológico do dia 21
de julho de 2026.)
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